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Apresentação Maracatu Ouro do Congo

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Canta forte, Batuqueiro,
toca faz tremer o chão!

 

O Maracatu Ouro do Congo surgiu na Zona Sul de São Paulo, sobre a benção do Mestre Chacon Vianna e como um filho da Nação do Maracatu Porto Rico. Fundado no bairro do Capão Redondo em 25 de julho de 2010 e desde então tem pesquisado, estudado e vivido um pouco desta incrível manifestação brasileira.

 

O Bloco de Pedra recebe o Maracatu Ouro do Congo em nossa Escola como parte das comemorações dos 10 anos do nosso Batuque!

 

 

 

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Quando: 30/05/2015 às 15 horas

Onde: Projeto Calo na Mão – Escola Estadual Professor Antônio Alves Cruz – São Paulo, SP. Para conferir como chegar, clique aqui.

 

PARA SABER MAIS:

Facebook:  https://www.facebook.com/maracatuourodocongo
Entrevista TV Capão:  https://www.youtube.com/watch?v=SXdpIwfEVC4

 

OFICINA ABERTA: ESTUDO DA NAÇÃO DO MARACATU LEÃO COROADO

Texto: Damaris Camata

 

Impossível falar de maracatu e não falar da Nação do Maracatu Leão Coroado. Mais difícil ainda falar em Leão Coroado e não falar em Luiz de França. Nascido em 1º de agosto de 1901, na rua da Guia, no bairro do Recife, Luiz de França foi uma figura de resistência e principal articular do maracatu de baque virado, principalmente da Nação de onde foi mestre por mais de 40 anos. A história que se conta é que a Nação do Maracatu Leão Coroado foi fundada em 1863 por ex-escravos e tinha um de seus diretores o pai de Luiz de França. Após assumir o Leão Coroado, o mestre Luiz de França viveu apenas para o maracatu, até a sua morte em 1997. Tinha grande respeito pela calunga da Nação, Dona Isabel, a qual cantava diversas loas homenageando-a.

 

Estandarte Nação do Maracatu Leão Coroado

Estandarte Nação do Maracatu Leão Coroado

 

Princesa Dona Isabel, aonde vai vou passear
Eu vou para Luanda, vou quebrar saramuná

 

Luiz de França tinha plena consciência da importância do Leão Coroado como patrimônio histórico cultural recifense e sempre batia de frente com órgãos como a prefeitura da cidade e o governo do Estado, tecendo críticas ferrenhas a pouca verba destinada aos maracatus tradicionais, entre outras questões. Ele orgulhava-se de ter o único maracatu a nunca ter ido parar em um museu, em mais de cem anos de existência! Para ele, os objetos sagrados do maracatu serem recolhidos a um museu não significava sua preservação. A preservação somente aconteceria colocando o maracatu na rua, todo ano, todo carnaval. E foi isso que fez.

 

Mestre Luiz de França

Mestre Luiz de França

 

Pouco antes da sua morte, Luiz de França aceitou a colaboração do babalorixá Afonso de Aguiar na condução do Leão Coroado. Todo o ensinamento passado peloo mestre Luiz de França para Afonso de maneira simples, no “quintal de casa”, e assim segue essa tradição que já passou dos 150 anos!

 

Mestre Afonso

Mestre Afonso

 

Durante todo o mês de maio estamos estudando o toque e as loas da Nação Leão Coroado, durante a oficina aberta no Projeto Calo na Mão. A oficina aberta tem como proposta um espaço livre para que se possa aprender a tocar o baque virado! Começa às 15 horas, vai perder?

 

Quando: Próximos dois sábados do mês de maio a partir das 15 horas

Onde: Projeto Calo na Mão – Escola Estadual Professor Antônio Alves Cruz – São Paulo, SP. Para conferir como chegar, clique aqui.

 

PARA SABER MAIS:

Entrevista com Mestre Afonso

Parte 1 – clique aqui

Parte 2- clique aqui

Documentário com Mestre Luiz de França, 1987 – clique aqui

TIMARACATU

Parte 1 – clique aqui

Parte 2 – clique aqui

 

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